ALAIN FOURNIER + COOPERATIVA LADRA + MARCELO FELIX + PROJ’ACTION

Parceria de programação com Cineclube de Joane

 casa das artes 16 NOV. 2017 21H45

ALAIN FOURNIER
Diz-se que Alain Fournier é várias pessoas, mas todas essas pessoas negam ser ele. Alain Fournier é, portanto, Alain Fournier. Ele é apenas uma das muitas reencarnações.
Na realidade, isto tudo parece mais misterioso do que é. Frank Bond, compositor e líder da banda indie holandesa AlascA decidiu que iria lançar seu material de cantautor sob um nome diferente, mas que esse pseudónimo mudaria a cada nova edição. Então é Alain Fournier no presente, mas será uma pessoa completamente diferente entretanto. A um outro nível e por meio de uma acção experimental, Alain Fournier decidiu que o lançamento das suas novas composições (“Myths”) ocorreria no mundo físico. Sem Facebook, sem internet, etc.; ouvimos a sua música ao vivo e em vinil, é assim.
No âmbito do BINNAR e desta parceria com o Cineclube de Joane, Alain Fournier será acompanhado de live visuals da Cooperativa Ladra – dupla de artistas nascida no Porto em meados de 2016 – que irá manipular imagens ao vivo, num diálogo espontâneo e improvisado com a intimidade das canções.

PAUL”, DE MARCELO FÉLIX
Sinopse:
Há uma legendadora de filmes. Há um filme que ela tem de legendar com urgência. Há a acção desse filme, com a qual ela se relaciona a um nível que permanecerá enigmático para o espectador. E nesse filme dentro do filme há um protagonista, a quem a vida devora os sonhos, e outras personagens, também interessadas em sonhos, mas algo mais práticas. E há música, e uma promessa de música. Percorrendo o mundo, a destempo.

Nota do Autor: Paul é uma experiência pessoal com as expectativas, a percepção e as convenções de uma narrativa cinematográfica. Procurei que a sua estrutura incorporasse uma desconstrução a vários níveis (filmes dentro do filme, fragmentos de ficção, uma sequência quase documental), mantendo ao mesmo tempo a possibilidade de um envolvimento narrativo. Para tanto, Paul recorre a uma interacção ambígua da legendadora-protagonista com as personagens do filme dentro do filme, todas elas participantes de uma mesma realidade diegética; à manipulação de algumas sequências durante o processo de legendagem, com a alteração da percepção destas através da pausa, retrocesso e avanço da imagem, supressão do som e inserção das legendas; e à utilização de uma língua pouco conhecida, falada por actores sem qualquer familiaridade com ela. Tentei que o filme assim criado evocasse o tipo de ecossistema instável e vulnerável do qual retirou o seu título: o paul onde vagueiam, e de certo modo se definem, os heróis de um filme que não resolveremos. É verdade que eles pouco revelam. Por vezes prolongam o silêncio ou, como a legendadora, nunca chegam a dizer palavra. Olhámo-los de relance e eles deixar-nos-ão (assim espero) a evocar as suas histórias hipotéticas e esperanças díspares. Uma fábrica algures. Uma incerteza que paira. E esse paul que prossegue sem eles. Sem nós.

Título Original: Paul (Portugal, 2016, 70 min)
Argumento, Realização e Montagem: Marcelo Félix
Interpretação: Alice Medeiros, Rómulo Ferreira, Crista Alfaiate, Mafalda Lencastre
Fotografia: João Pedro Plácido
Som, Montagem de Som e Mistura: Rúben Costa
Produção: Isabel Machado, Joana Ferreira
Distribuição: C.R.I.M.
Classificação: M/12

PROJ’ACTION
Durante todo o dia, trabalhos vídeo de PROJ’ACTION
Daniel Cleghorn, Guli Silberstein, Harold Charre, Neza Agnes Momirski, Pierre Ajavon, Plataforma 4740, Simon Coates

Entre tempo e espaço, canção e peça visual, sonho e força, visão opaca e fantasia, fractura e interpretação, simbiose e fluxo, abandono e sobrevivência, estão as obras de ProjAction, uma colectiva feita de partes de criação solitária na senda da individualidade e que, por matéria e circunstância, se encontram entre a projecção e a acção na mesma cidade.

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